Fallout 4 – Análise sem SPOILERS: amor, ódio, power armor e DOGMEAT!!

Bem, Fallout 4 foi extremamente aguardado no ano de 2015 e, claro, a Bethesda não deixou a hype do pessoal esfriar: veio de tudo. Desde pessoas que juntaram tampinhas e imploraram para a gigante uma “troca” a lá FO (que efetivamente aconteceu), até a criação de um jogo paralelo, o FO Shelter, para Android e IOs que passou da marca de 10.000.000 de downloads. Se você não conhece esta belezoca do gênero de simulação, vale a pena dar uma conferida. O game te propicia toda experiência de gerenciamento de um Vault. Mas os detalhes ficarão para uma matéria própria!

Lançado originalmente em 10 de novembro de 2015, o RPG pós apocalíptico, é ,sem dúvidas, mesmo após um ano de lançamento, um jogo difícil de se achar nas prateleiras de usados de PS4. Isto porque, assim como o Fallout 3, a Bethesda conseguiu uma amarração de amor com o jogador: ou você definitivamente o ama, ou, dificilmente, o odiará.

Fallout 4 – OHHHHH

Sem mais, à análise!

Check List

Gênero: Action RPG, com experiência em primeira ou terceira pessoa.

Tipo de mapa/quest line: Mundo aberto, com barreiras apenas de limite de mapa. Quests, side quests e repeatable.

Modo de Jogo: apenas offline, single player.

Plataformas: PC e Mac,  PS4,  XBox One.

Preço nominal: À partir de R$44,00 nos consoles (a opção mais barata se refere a mídia do XOne) e R$75,89 para Steam. Para conferir os preços e ainda aproveitar os preços de Black Friday estendida e final de ano, clique aqui.

DLCs: Automatron, Wasteland Workshop, Far Harbor, Contraptions Workshop, Vault-Tec Workshop e, por último, Nuka-World

Microtransação disponível: Não

Demo disponível: Não.

Season Pass: Sim, e nós choramos quando vimos o preço na Black Friday 🙂

***

1. Gráficos – Pode não ser um The Witcher 3, mas não deixa de ser bom por causa disso.

A Bethesda é recorrente nos memes de bugs e gráficos pouco primorosos, sem muito polimento em aproximação, pequenos serrilhados, sombreamento distorcido, desenho em bloco, travessia de objetos, etc, etc, etc…. Mas o que foi absolutamente deliciosos foi ver que depois de Elder Scrolls Online e Wolfenstein: The New Order, ambos de 2014, a Bethesda se dedicou fielmente a nova geração, entregando um lindo jogo, bem cuidado em seus toques com muitos melhoramentos já existentes em ESO e que foram unidos a experiência entregue em Wolfenstein.

FO é sem dúvidas o melhor jogo de RPG futurístico com temática pós apocalíptica: o mundo cinza, a paisagem rareada, a poeira sobre as coisas, as casa semi destruídas, o ar pesado, as zonas de alta precipitação nuclear, os animais… Tudo foi muito bem desenvolvido, pensado e melhorado de FO New Vegas (ultimo game até então da franquia). Vale a pena lembrar que mesmo a interação do personagem com o cenário mostrou-se muito melhor que em ESO, que por vezes, assim como em Skyrim, o personagem executava a ação muito longe e com um toque distante do objeto e com certo delay. Embora os bugs ainda apareçam (claro), as bugadas violentas de travamento gráfico são muito raras e podem ser imputadas mais ao tempo exagerado de jogo do que ao game em si.

Os serrilhados são muito tímidos e quase não se notam na paisagem, nos objetos e personagens. Claro, os cabelos ainda sofrem daqueles “monoblocos”, mas não prejudicam a experiência visual.

As sombras dão um toque à parte no jogo, e propiciam maravilhosamente bem as noções de profundidade e jogo de luzes. Um dos momentos que mais se nota o cuidado no desenho, é durante as tempestades acidas existentes do game.

 

Como podemos notar, o sombreamento foi muito bem trabalhado, dando a necessária profundidade e trazendo o ar pesado que a chuva ácida transmite. Embora não esteja em evidência nas imagens (bem discreto na abaixo colada, ao lado direito do print), durante a chuva ácida, inúmeros raios caem e os clarões, assim como na vida real, foram bem captados e construídos no jogo.
A chuva ácida causa danos de radiação enquanto seu char permanecer exposto.

Não há problema com o tempo de resposta  da renderização, que era absolutamente infernal em Skyrim, ESO e Wolfenstein. Nestes jogos a lag para carga chegava a 30-40 segundos. Os Loads são rápidos e a troca de cenário e ambiente é feito sem problemas, de forma ágil e aprazível aos olhos.

2. Criação de personagem – o primeiro passo 

A criação do seu personagem é muito bem explorada. A mesma experiência trazida em ESO foi não só aproveitada como melhorada. Tudo, TUDO, é modificável e SEM MODS ou CHEATS. Aquelas imagens do pessoal criando personalidades no game é verídica!

Não, eu realmente não brinquei. A turma leva isso realmente MUITO a sério.
Alguns fizeram tributo… pensando bem, até melhor que original.
RARA pegadinha do malandro! De nerd para nerd.

O tipo do corpo também pode ser mudado. Desde magrelo “filé de borboleta”, passando por “bomba de academia” e “gordinho soft”. Tudo pode ser ajustado. Altura acaba sendo proporcional, porém tudo pode ser customizado. E mais: além de alterar as características físicas, você ainda pode adicionar marcas, tatuagens, cicatrizes, queimaduras, além de espinhas e sintomas de radiação pelo corpo, pintas e sardas, como alguns dos exemplos acima. Sem contar nos inúmeros tons de pele, maquiagens, cor de blush, de sombra, rímel, delineador….. Enfim, dá para deixar a “sua cara”.

Em seguida você será direcionado para dar um nome à sua criação. Toda essa parte de customização é feita já dentro do game, meio que como se fosse parte da história. Não há exatamente um “load” disto. Lembra um pouco a dinâmica de criação de Skyrim, só que bem melhorada.

Desta forma, sendo possível agradar todos os gostos mais exigentes, é evidente que ficou perfeito. Eu realmente não tenho do que reclamar. Amo jogos em que você pode imprimir seus gostos. Ah, um pequeno detalhe: lá, mais adiante na história, você pode passar por um cirurgião. Claro, isso custa tampas, mas você pode dar uma recauchutada depois de “desbloquea-lo.”

3. Jogabilidade – controles e experiência de jogo

A fluidez é proporcional ao nível de ajuste dos controles ao jogador. Se há uma coisa maravilhosa neste game é a possibilidade de você personalizar TODOS os comandos do controle para um maior conforto na hora do jogo. Assim como Skyrim, você muda como e quanto quiser.

O menu aberto no pip-boy é o clássico e não sofreu muitas diferenças do já conhecido aparelho. Para quem nunca jogou a franquia é bem intuitivo. O sistema de favoritação de armas e recursos também é simples e fica facilmente disponível nos botões direcionais.

Os saves podem ser realizados a qualquer hora, sem a necessidade de estar em um local específico, como acontece em jogos da franquia Final Fantasy, por exemplo.

A jogabilidade do game é ótima. O sistema V.A.T.S foi aprimorado e dá uma experiência muito boa em combate (para quem usa, que não é meu caso). Diferentemente dos demais títulos da franquia, FO4 possibilita que o jogador seja mais “porra louca”, sem obriga-lo, necessariamente a recorrer ao V.A.T.S quase toda hora. Não que munição caia do céu, mas é mais facilmente localizada do que nos demais. Além disso, as habilidades que são desbloqueadas na árvore de skills, propicia uma certa, digamos, “facilidade” em alguns pontos como veremos a seguir.

3.1. Arvore de Skills 

Hacker, cientista, armamentista, atleta, gênio, burro…. A arvore de skills de FO4 é vasta. Para dar uma leve apresentação do que os espera, vai um pequeno mapa:

fallout-4-perks

Há muito tutoriais para construção de “builds”. Mas francamente não vejo muita utilidade nisso. Diferente de ESO, por exemplo, você não tem classes de raças com tipos de vantagens distintas. Em FO 4 tudo começa do zero. Então não tem muito sentido em você falar em builds, até porque, independente de seu estilo de jogo, algumas linhas TERÃO de ser habilitadas para tornar a experiência de jogo melhor.

Como seria complicado descrever cada detalhe da árvore, colo aqui um vídeo explicativo sobre todos os perks (melhor que um texto de milhões de parágrafos!):

 

3.2. O armamento – a multiplicidade de tipos e mods aplicáveis

Chega a ser difícil você conseguir catalogar os tipos de armas existentes no game. É menos complicado falar sobre os tipos de munições e a existência básica de sete categorias:

  1. pistolas e revólveres
  2. escopetas e armas de caça (alto dano, curta distância e baixa cadência de tiro)
  3. fuzis automáticos (médio dano, média distância e alta cadência)
  4. armas a laser
  5. rifles
  6. rifles sniper
  7. heavy guns – RPG, Fat Man (lançadora de ogivas e bolas de boliche), miniguns

Alem das armas de fogo, o jogo tem uma variedade muito grande de armas brancas, que vão de facas até luvas de boxe, marretas radioativas, tacos de baseball, canos e outras coisas a mais.

Todas as armas podem sofrer modificações de acordo com os mods. As de fogo, por exemplo, podem sofrer personalização geral. O que vai “autorizar” sua modificação é a existência de habilidades e materiais que você possui. Quanto melhor a qualidade do mod, mais level de determinada skill você tem que ter.

De acordo com as melhorias e modificações feitas nas armas, o DMG sofre alteração, assim como o alcance, a cadência, peso e demais atributos.

Como dito, dependendo do mod, haverá influencia direta sobre os marcadores.
Sim, amigo, tem essa claw….

Cada tipo de arma também influi direto na quantidade de Pontos de Ação que você irá gastar utilizando o sistema VATS. Lembrando, que, neste caso, quanto mais aprimorada a skill para redução de custo de PA, maior a sequencia de tiros que você pode utilizar com o sistema.

A variedade de armas que você encontra em FO, é similar a gama do Borderlands. Assim como a irreverência delas.

Com certeza o jogador não terá problemas de relativo “tédio”com a variedade!!

Nota 10, mais que merecida!

3.3. Power Armor – mods e muita ciência parte 2

Seguindo a mesma lógica das armas, as powers armors também contam com inúmeros mods que beneficiam o jogador desde um bonus de resistência até a melhoria na capacidade de carga e ainda dano elétrico em inimigos quando se entra em combate corpo-a-corpo.

O sistema para aplicação dos mods é o mesmo: você deve deter determinadas habilidades para emprega-las e os materiais corretos, por isso SEJA LIXEIRO!! Vale a pena lotar seu companion com essas tralhas.

Alguns mods de “art” são obtidos achando as famosas “revistas”. Outros ficam disponíveis para construção e aplicação.

3.4. Outras tralhas interessantes

  • Construção do assentamento.

As construções dos assentamentos sofreram grandes melhorias principalmente depois das DLCs. Muitas possibilidades de construções foram colocadas a disposição do jogador, bem como a criação de novas categorias de construção, como as “Vault”, “Celeiro”e até mesmo uma industrial.

O jogo sem as DLCs não dava como opção, por exemplo, a possibilidade de colocar no seu assentamento vagões de trem. Agora praticamente tudo o que você vê pelo mundo você tem a possibilidade de colocar nas áreas disponíveis.

Saca só o naipe:

Sim, dá para fazer qualquer barraco flutuante…

 

SIM, O CARA TEVE O DOM
  • Efeitos da radiação e combate à ela.

Os efeitos de radiação são meio que constantes no jogo. A simples tempestade radioativa já te adiciona um leve dano na conta… Sem contar na existência de focos muito concentrados de radiação, como, por exemplo, nos locais com tanques nucleares, reatores e tambores. O “contador” de radioatividade indica o quão nocivo é ou está aquele ambiente.

Lembre-se que a exposição constante ä radiação coloca um marcador negativo nos pontos de vida. As power armor, trajes de proteção e melhorias de armadura com chumbo, evitam o acúmulo de pontos, reduzindo a quantidade de vezes que você vai utilizar os “medicamentos”para cura de radiação. Há também a possibilidade de utilização de comidas e sintéticos para evitar a absorção de radiação por um curto período de tempo.

  • “Mar Reluzente”.

Sim, o nome não é a toa:

A paisagem é essa em todo o território.

Assim como no mar reluzente haverá algumas áreas no mapa de intensa e constante exposição ä radiação…. Infelizmente é o que dá para falar deste local sem dar muito Spoiler!!! BUUUT, já dá para imaginar nas coisas que estão ali.

4. História – imersão da Quest e das Side Quests.

Oh GOD, como conseguir descrever o calibre da coisa sem dar SPOILER?!

Bom, a primeira coisa é que tudo começa calmo e tranquilo. Não, você ainda não está socado num Vault! Ai as coisas acontecem, e dá aquele xabú todo, todo mundo correndo, o céu caindo, povo desintegrando…. Então, não mais que de repente, mortes, cúmplices, sequestros (“sequestros”), e ai estamos nós, prontos para sair pelas WestLands e tocar fogo no puteiro E CONHECER nosso primeiro e lindo, fofo, super cute, demais, lindinho companion, o famoso DogMeat!

ONWWWWWWWWWWWWWWWWW *-*

Tirando aqueles famosos memes que entregam a chatice do:

another
Oh, boy…

os relacionamentos construídos entre os personagens e você são imersivos e o jogador é “abraçado” pela história, te levando a criar sentimentos de admiração, raiva, carinho, amor e pena das pessoas e de suas respectivas vidas. A coisa é tão séria que foram criadas, por exemplo, inúmeras fanfics com os personagens secundários do jogo numa verdadeira RP incrível e absolutamente consistentes, já que o próprio decorrer das historias com cada NPC sugere um “felizes -e picantes, para sempre”. Mas só vale a pena depois que você já finalizou o game, momento que finalmente você tem ciência do papel de todos na trama.

Eu chorei, ri, peguei ódio e amei todas as tensões do jogo e como tudo se costura. As missões secundárias foram muito bem escritas e muitas se entrelaçam e influenciam na história principal, podendo trazer surpresas agradáveis e não agradáveis.

Muitas secundárias não se restringem apenas ao “preciso disso, preciso daquilo”, “me dá isso que te dou aquilo”, mas abrem novas histórias e consequentemente obrigam o personagem a segui-las freneticamente até o fim para descobrir o que se passa. Incrivelmente eu acabei “perdendo” o triplo de tempo em missões secundárias do que na principal. Não só por uma questão de level up, mas porque elas eram realmente boas.

Neste quesito, comparo tranquilamente a qualidade das quests de FO 4 as do The Witcher 3.

O que julgo “problema” é que diferente do jogo do Lobo, FO4 não dispões de tantas side quests. Uma hora elas acabam, e para mim, acabaram meio rápido. Não posso emitir opiniões ainda sobre o que as DLCs acrescentaram no game, porque acabei de adquiri-las…. Mas considerando o jogo “seco” poderia ter muito mais.

4.1. Os relacionamentos de amor, amizade, ódio e admiração: skill lines exclusivas e as novidades sobre isso.

Alguns personagens funcionam como companions, assim como Skyrim. Dependendo de suas ações eles podem cada vez mais te admirar ou não. E isso acaba levando à opções de conversas exclusivas: os flertes. Sim, CHOVENS, vocês poderão passar aquela cantada em seu companion!

Conforme você evolui no jogo, fazendo principalmente as ações que eles “aprovam” (e sim, vai aparecer no alto da tela se seu companion curtiu seu ato ou ano, bem como a intensidade disto), haverá um ponto no qual ALGUNS companions vão destravar histórias exclusivas suas para que você os ajude em seus anseios.

Quando você chegar o nível máximo de admiração (fulano te idolatra), a maioria deles abrirá a opção de romance! YES, LOVE, abrirá! E dando certo (a depender de seu nível de afinidade e carisma, como já explicado), você terá além da vantagem exclusiva daquele personagem, ainda um bônus: quando você dormir no mesmo local que seu “love” está, ele (ou ela) se levantará com você, dirá alguma frase de paixãozinha clichê e picante e você terá ganho de XP aumentado durante um tempo!

Sim, ser “casado” dá vantagem! E mais uma coisa: nem sempre todos estarão disponíveis para romance, mas quando chegarem ao nível máximo de admiração será disponibilizado a skill line específica daquele “par” ou brother do peito.

Você também pode ter vários romances, na verdade, dá para ter com todos os personagens disponíveis. E também não há restrição de sexo. Você pode ter tanto relacionamentos com homens como mulheres e ah…. enfim. Vocês vão descobrir!

O romance aqui é mais imersivo do que sexual. Se pegarmos e comparamos com The Witcher III, estamos diante de muito mais amor do que paixão, como foi visto por exemplo em Dragon Age Inquisition. Então não venha esperando cenas picantes de paixões loucas e aquela pegação frenética. Aqui você cultiva literalmente o relacionamento e os momentos “picantes”, em verdade, são proporcionados em conversas e tiradinhas que soltam a imaginação do jogador.

Uma vez habilitada a skill line ela é ativada permanentemente e são cumulativas.

Detalhe: dependo de suas escolhas alguns personagens serão literalmente “perdidos”.

Achei sensacional a nova formatação até porque isso torna o game mais real. Algumas comunidades LGBT inclusive se manifestaram discorrendo sobre a possibilidade de realidade do game à vida, quebrando aquela tradição de homem-mulher. A meu ver, foi legal. Nem de um ponto de vista humanitário, mas sobre a possibilidade de você conseguir cumular todas as opções de skill line independentemente do sexo do personagem. Eu como gamer, mais me dedico ao fundo do jogo do que às impressões sociais que ele causa. Se assim fosse só jogaria títulos que trazem heroínas pois elas que me representam? Não me parece muito lógico. Até porque o que nos une é a paixão pelos jogos e o prazer do desafio!

Mas mesmo assim, pense como pensar, o bacana é que um jogo multipluralísco, em que você não só pode como deve aproveitar todas as possibilidades possíveis.

Por tais motivos é que, para mim, FO4 é um dos queridinhos que nunca deve faltar na coleção ou na lista de “zerados” de um gamer.

4.2. Cuidado com o que escolhe: nos momentos decisivos save nele!

Inúmeros momentos a história te obriga a fazer escolhas que vão interferir muito no desenrolar da historia. Assim como na maioria dos RPGs (inclusive os action), FO4 não foge à regra: uma vez escolhida a resposta, tomada uma decisão ou então um apoio a determinada “facção”, você acaba por anular outras.

Por isso é muito importante que você tenha os saves feitos antes de tomar determinadas decisões, porque depois, só jogando tudo de novo.

Há que se considerar, novamente, que dependendo de suas escolhas, alguns personagens NÃO estarão acessíveis.

5. Meus finais – a multiplicidade de finais de acordo com suas escolhas e meu tempo de jogo.

Os finais foram bem elaborados, e dependendo das suas escolhas alguns eventos mudam (em dois casos, drasticamente). Porém não conte com uma infinidade de “finais” da história principal, como é o caso de The Witcher III: essencialmente a história tende a terminar de forma homogênea. O que vai diferir o destino de algumas situações são justamente as escolhas no decorrer da história.

Na verdade até ouso dizer que o que mais haverá mudança é na narrativa terminativa que fica realmente bem individualizada, do que a história “jogável” por assim dizer.

Algumas escolhas anulam outras, como já cansei de falar, e isso interfere nos finais das missões secundárias que, maniqueistamente, tende a optar pelo “bem” ou “mal” de determinada facção, porém de forma mais variada pois causa grande impacto em outras quests repetables que vão surgir.

No meu caso acabamos jogando tres “finais”, por assim dizer. Na verdade 3 “destinos” de quests. Todos foram divertidos… isso eu realmente garanto!!!

6. DLCs – um caso no mundo à parte.

  • Automatron

Automatron é a primeira DLC , lançada em Março de 2016.

“Um misterioso mecânico liberou uma horda de robôs maléficos para a Comunidade, incluindo o maligno Robobrain. Cace-os e colha suas partes para construir e modificar seu próprio companheiro robótico personalizado. Escolha dentre diversas modificações; misture membros, armaduras, habilidades e armas como a novíssima lightining chain gun.”

  • Wasteland Workshop

Wasteland Workshop é o segundo add-on para o jogo, lançada em Abril de 2016.

“Com o Wasteland Workshop, crie jaulas e capture criaturas vivas – como raiders e Deathclaws! Domestique-os ou faça-os lutarem um contra o outro em uma arena. A Wasteland Workshop inclui também diversos novos itens de customização de assentamentos e muito mais!”

  • Far Harbor

Far Harbor é a terceira DLC para Fallout 4, lançado em Maio de 2016.

“Um novo caso na Agência de Detetives Veletine leva você a procurar por uma jovem mulher e uma colônia de sintéticos secreta. Viaje para a costa de Maine até a misteriosa ilha de Far Harbor, onde os altos níveis de radiação criaram um mundo mais feral. Navegue no mar de conflitos entre os sintéticos, os filhos do átomo e os cidadãos locais. Você trabalhará para trazer a paz até Far Harbor custe o que custar? Far Harbor traz a maior massa de terra que nós já criamos para uma DLC antes, cheia de novas quests de facções, assentamentos, criaturas letais e etc. Se torne mais poderoso com as novas armas e armaduras de nível superior. A escolha é toda sua.”

  • Contraptions Workshop

Quarto add-on lançado em 21 de junho de 2016.

Máquinas que classificam! Máquinas que constroem! Máquinas que combinam! Com Fallout 4 Contraptions, use correias transportadoras, kits de andaimes, kits de trilha, até mesmo portas lógicas para construir loucos e complexos gadgets para melhorar seus assentamentos Wasteland. O Workshop de Contraptions também inclui todos os novos recursos como elevadores, kits de estufa, kits de armazém, fogos de artifício, racks de armadura e muito mais!

  • Vault-Tec Workshop

Quinto add-on lançado em 26 de julho de 2016.

Construa um futuro mais brilhante no subsolo com o novo Vault-Tec Workshop. Crie um Vault maciço para atrair novos moradores utilizando kits industriais pré-guerra completos com mobiliário retro-nostálgico, iluminação e arte. E como qualquer bom Supervisor, a Vault-Tec aprovou experiências em seus Moradores para aprender o que faz um cidadão ideal. Vault-Tec deu-lhe as ferramentas, o resto é com você!

  • Nuka-World

Nuka-World é a sexta e ultima DLC para FO4 e traz mais histórias com uma região totalmente nova, lançado em 29 de agosto de 2016.

“Faça uma viagem para Nuka-World, um amplo parque de diversões agora uma cidade sem lei de Raiders. Explore uma região totalmente nova com uma área deserta aberta e zonas de parque como Safari Adventure, Dry Rock Gulch, Kiddie Kingdom e a Zona Galáctica. Conduzir gangues letal de Raiders e usá-los para conquistar assentamentos, dobrando a Comunidade à sua vontade. Nuka-World apresenta novas missões, Raiders, armas, criaturas e muito mais. Aproveite o passeio!”

7. Mapa – tamanho x conteúdo (melhorados quando as DLCs são adicionadas)

O jogo é sandbox, mundo aberto, total flex. Ou seja, você anda, anda, anda, bica, bica, bica. O jogo não restringe o acesso a determinadas áreas por causa do seu level. O que vai limitar sua sanha (ou sede, para os mais comportados), de abrir mapa, é o nível dos oponentes.

O início do jogo te limita por sua própria falta de recursos para conseguir explorar. Até o level 20 você não vai conseguir com muita autonomia, ou seja, você tem que ficar mais esperto, porque os inimigos conseguem te matar com mais facilidade. Até este nível você ainda é um alvo relativamente “fácil”, por mais habilidade que você tenha. Neste primeiro momento suas habilidades de esquiva são muito importante para que você sobreviva.

Do level 20 para cima a coisa começa a melhorar. Até o 30 você tem maior capacidade e autonomia para sair por ai, sem no entanto, fazer o que der na veneta. Depois do 30 a brincadeira fica boa: agora você enfrenta em melhor pé de igualdade seus inimigos, inclusive os que são lendários. Então a exploração fica mais confortável.

É verdade que depois de abrir o mapa “original” confesso que você fica relativamente frustrado. Em áreas próxima a cidades tem MUITA coisa para ser explorada, mas em regiões mais longínquas as áreas de exploração descobertas são mais esparsas: alguns buracos ficam abertos.

Com a vinda das DLCs, novas áreas foram liberadas, construídas e para nossa alegria, o nível de exploração foi melhor pensado. Você perde mais tempo explorando determinado local, pois há áreas “cobertas” que demanda mais atenção do jogador para serem descobertas.

Em suma, houve um melhora. O porém: custam caro! Sim, chóvens, e bem salgadamente malandramente. Como disse para vocês no check list, pegamos uma promoção legalzona na black friday deste ano, e a seasson pass saiu por R$115,00. Cada DLC, tirando as “workshops”, saem, cada uma, em média, R$100,00 (pela PStore).

8. Inteligência artificial 

Não posso reclamar da inteligência artificial EM COMBATE. Os inimigos se reagrupam, “te caçam”, flanqueiam e atacam em grupos fortemente armados. Há inimigos corpo a corpo, de assalto, heavys e snipers. Eles também tem autonomia para usar os “steampaks” em si mesmos, tentando restaurar a vida. Quando a saúde deles baixa, tendem a se esquivar e esconder de você.

O nível de percepção dos inimigos sobre você é meio relativa. A durabilidade, bem como a qualidade do “hiden” depende muito do tanto de perk que você gasta na skill line. O que, como em inúmeros jogos causa um certo “ar cômico” é justamente que se você foi detectado, e permanecer LONGE da vista dos inimigos abaixado, a situação de perigo vai diminuindo até os inimigos te “esquecerem”. O problema é que as situações em que isso ocorrem são inúmeras vezes totalmente ridículas! Acaba caindo no famoso “shhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, shhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh – cospe cospe”.

Mas tirando esse defeito classicamente Bethesdiano (vide Skyrim), a dificuldade dos inimigos é gradualmente proporcional ao avanço das regiões mais hostis. Os inimigos tornam-se mais equipados e portam armas melhores, com poder de fogo pesado. Eles também usam power armors e em 90% das vezes contam com um pequeno exercito a seu favor. Dentro deste exército, o inimigo “especial” ainda dispõe de rebeldes, ou animais “lendários”, que além de terem mais vida, sofrem mutações conforme você tira uma parte inicial de seu HP, dando sempre um pouco mais de trabalho para baixa-lo.

8. Conclusão.

Bem, chega a ser dificil para uma fã da Bethesda falar menos do que bem da empresa e de seu jogo. Mas sejamos sinceros: a Bethesda deu sim um show a parte com a continuidade da franquia que havia sofrido um grande baque na época do lançamento de FO New Vegas, que acabou afastando muitos jogadores por causa da história emperrada e jogabilidade nada atraente.

FO 4 é sem dúvida alguma, um grande e majestoso título da franquia que merece seu lugar na sua prateleira ou biblioteca virtual. Apesar dos pequenos problemas que apresenta, como qualquer jogo produzido pela Bethesda, não consegui identificar algum elemento que o comprometesse.

Muitas pessoas ainda ponderam sobre o game, por acharem que a temática pós apocalíptica poderia se tornar um tiro no pé, mas ficou evidente que a história totalmente imersiva, que, as vezes, pode levar o jogador ás lágrimas, ou causar um surto de ódio, espancou a teoria pessimista.

Enfim, caso você ainda tenha jogado, está na hora de conhecer essa pérola tecnológica que á Fallout4.

 

 

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