Final Fantasy XV – Novo vídeo de gameplay: Chocobos, pescaria e Master Chef! Não pera….

Foi revelado na última Tokyo Game Show (TGS2015) mais um vídeo de gameplay do novo Final Fantasy XV, no qual podemos ver Noctis e sua turma explorando uma nova área do mapa montados em Chocobos, o que faz clara menção aos elementos clássicos da série. Além desta possibilidade, também foi revelado que mini-games estão disponíveis e prometem um interação a mais: pescar agora faz parte de seus “hobbies”.

Final Fantasy XV é ambientado em um mundo compatível com a Terra moderna (algo relativamente novo para a franquia que costumava apresentar mundos mais fantasiosos e com tendência medieval). A Square levou em conta o sistema de dia e noite, elemento muito comum nos jogos da nova geração de action RPG, e que inclusive já teve um prequel em FFXIII – Lightning Returns. Mas desta vez o sistema influenciará não só tipo e a força dos inimigos mas também no jogador, que deverá fazer pausas de descanso (as famosas dormidinhas), para não sofrer com perdas de rendimento.

O sistema de batalha do jogo, batizado de Active Cross Battle system, será uma versão mais realista do encontrado em jogos como Kingdom Hearts e Final Fantasy Type-0. Já se sabe também que apenas o personagem principal Noctis Lucis Caelum será controlável.

Se você não conseguiu jogar a demo e perdeu o novo vídeo de divulgação, dê uma olhadinha:

Comentários adicionais (os pitacos de BJ)

Os gráficos estão incrivelmente bonitos e polidos. As zonas de reflexo, sombras e renderização estão muito redondinhas e quase não se percebe falhas. Em alguns poucos momentos há queda de frames, mas nada que irrite ou impossibilite a boa experiência. A Square realmente trouxe uma experiência visual excelente aos futuros jogadores. Tamanha realidade e fluidez se notam pelos movimentos dos “Galinhões”, que estão minimamente trabalhados na vida da Emas: brecadas, derrapadas, tentativas de voo, corrida e balanço… enfim, foi bem estudado e montado. O andamento gráfico acompanha muito bem os comandos do jogador, o que, no mínimo, proporciona uma jogabilidade convidativa.

Ainda sobre a experiência gráfica e interativa, o acréscimo da pescaria além de muito divertida e curiosa nos lembrou, em algumas partes, principalmente nas que Noctis não puxa nada, a frustração de Ash, em Pokemón naquelas antigas versões GameBoy: deu em nada (saco…)! Mas, quando dá, a simulação do animal e dos movimentos para rebobinar a linha impressionam os mais céticos. Por um momento me vi assistindo aqueles jogos de simulação de pesca. O mais legal: depois de pescar, muito merecidamente, os personagens vão aproveitar o produto. E num lampejo de quase “Master Chef” um lindo e apetitoso prato (sim, eu senti água na boca!!!) aparece para deleite e orgulho do RPGista!

Quanto a party, como já mostrada em algumas gameplays da demo, de fato, apenas será possível jogar com Noctis. Os demais, a princípio, ficam com uma inteligência artificial muito boa, que envolve desde a chamar atenção do inimigo até te oferecer um “cover” sem pedir. Suas interações autônomas são espontâneas e ao contrário do sistema “antigo”, os integrantes te acompanham por todos os locais do mapa.

O sistema de batalha, ah o sistema de batalha… oh meu Glob!!! Esqueçam absolutamente TUDO o que vocês conheciam de batalhas em FF. Como já mencionado, o Active Cross Battle system, irmão quase que gêmeo do famoso gênero hack’n’slash, abre totalmente o time de ataques e defesas: não é mais necessário aguardar sua vez (o que para alguns jogadores bem impacientes como eu, tornava o jogo muito chato e parado). Agora você simplesmente -óbvio, desde que tenha level, senta a porrada sem nenhum pudor no inimigo… E claro, apanhe feito criança também!

FF XV bebeu, com toda certeza, da mesma água que batizou Tomb Raider (2013): esgueirar-se por pedras tem exatamente a mesma mecânica presente na personagem Lara Croft (se trocar Noctis por ela você tem a exata certeza que realmente está jogando TR), e confesso que o esquema de esquiva me fez lembrar dele também.

O que podemos extrair das demos é que o jogo realmente tem uma história mais dinâmica, livre e que possibilita ao jogador viver experiências similares daquelas de Dragon Age, Skyrim e até mesmo The Witcher, nos quais a liberdade é total e cada jogador pode desenvolver um estilo próprio de batalha.

Embora o novo título guarde algumas possíveis sombras sobre a opinião dos jogadores mais veteranos e, relativamente ortodoxos, que prezam pela característica marcante da série que, para alguns era tida, até pouco tempo, como “truncada”, fato é que, se a Square souber trabalhar todo este potencial que ela já mostrou com as gameplays e com a demo (ok, de acesso limitado para alguns jogadores já que não era exatamente pública), as chances de sair algo bom são grandes. O que pesa, como em todo título de FF, é que a história deve ser bem arrematada e, fundamentalmente, bem contada. E ai, amiguinho, não existe gráfico top e boa jogabilidade que conserte isso.

Por hora nos resta esperar com grande ânsia por este jogo que, ao que tudo indica, vai renovar os antigos conceitos que todos tínhamos sobre a série FF.

O título chega para as plataformas PS4 e XBOX One e tem previsão de lançamento para 2016.

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