Pergunta da Semana! Horizon: Zero Dawn – a preocupação despreocupante (pelo menos, por hora)

Horizon: Zero Dawn
Horizon: Zero Dawn

Mais uma edição da E3 mexeu, como sempre, com os corações gamers de todo mundo trazendo mil novidades. Dentre elas, uma, em particular, chamou atenção por apresentar uma preocupação relativamente exacerbada da Sony: Horizon – Zero Dawn, título exclusivo do PS4.

Em entrevista ao Polygon (confira a íntegra aqui), Yoshida, Presidente da gigante, anunciou “Estava nervoso para ver a reação das pessoas (…) É uma personagem principal feminina. Sempre foi essa a visão da equipe, mas chegamos a discutir. É arriscado fazer uma personagem principal feminina?”

E continua, “A preocupação veio depois de o jogo estar em desenvolvimento. Trabalhamos com os nossos grupos de marketing para fazer estes grupos de foco. A reação foi positiva, o que nos fez sentir bem.”

Não sabemos exatamente o porque desta preocupação, pelo menos, ainda. As previews do jogo são muito positivas, e a história com pegada de era das cavernas com dinossauros futuristas parece dar um excelente banquete (e renderam um lindo cenário com batalhas épicas e aparente jogabilidade fluida e sensacional), e por hora não dão muita chance de saber se a personagem será um fracasso. Aliás, cabe aqui dizer que o quer torna um personagem chato é a história em que ele se envolve e a jogabilidade em si, independente deste ser feminino ou masculino. Para você que ainda não viu a cara dele, confira abaixo.

Analisando, mesmo que superficialmente, chegamos a algumas conclusões históricas: Tomb Raider tem uma protagonista feminina carismática, envolvida numa sequência de histórias show de bola, que engoliu muitos prêmios e títulos. Já Remember Me teve problemas porque a história não convencia e o jogo apresentava problemas com a jogabilidade (cenário pouco interativo, excesso de paredes invisíveis, movimentos limitados e robotizados), o que acabou trazendo relativa má fama e péssimas recomendações.

Mais recentemente, o próprio The Last of Us, que em certo ponto, traz Ellie como a personagem principal, e nem por isso o jogo decaiu,muito pelo contrário, prende ainda mais o jogador que entra em parafuso para saber o resto da história. Clementine, em The Walking Dead Seasson Two também embala os jogos atuais de grande fama com personagens femininas comuns. Life is Strange com Max é muito interessante, com história de deixar seus miolos meio quentes para entender o que ocorre naquele mundo, que ainda está em seu terceiro capítulo de uma série de cinco.

Fora isso ainda temos Aurora, de Child of Ligth que agradou bastante pela sua inocência carismática e desenvolvimento concatenado da história lúdica. Não podemos esquecer também de Sarah Kerrigan, de StarCraft; Claire Redfield, de Resident Evil (alguns jogos); Samus Aran, de Metroid; Faith Connors, de Mirror’s Edge e Lightning, de Final Fantasy XIII, dentre outros que eventualmente deixamos de citar.

Personagens emblemáticas de jogos muito bons e históricos que mostram que ter uma personagem feminina não implica em ser “ruim” ou de baixa aceitação pelo mercado e seus adeptos.

Vale também a lembrança dos jogos de RPG e FPS que possibilitam a escolha de gênero para seu personagem. Em nada atrapalha ou causa impacto negativo.

Para nós essa dicotomia tem que deixar de existir: jogo bom é aquele que envolve o jogador do início ao fim, com uma história de tirar o fôlego, jogabilidade sem igual, e claro, que faça você ganhar horas e horas de diversão.

A pulga que fica atrás da orelha é: será que isso seria uma “pré justificativa” para eventuais problemas que o jogo venha a apresentar? Não sabemos. Pelo menos não neste momento. E ai vem a pergunta da semana: você leitor, o que acha desta “preocupação despreocupante”?

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